terça-feira, 27 de abril de 2010

Minhas mãos estão cheias de mágoas para guardar.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Quando eu era criança, costuma ir até a praça pra brincar no balanço.
“No siempre es posible decidir si el amor es locura o no; si ésta es sólo anticipo de la muerte o la muerte misma.”

Horacio Quiroga

terça-feira, 14 de julho de 2009

Você se lembra quando tínhamos dezessete anos?
Nós nem sabíamos o que estava acontecendo e, ainda assim, preferimos não parar...

segunda-feira, 23 de março de 2009

A escolha foi minha
e eu sou responsável por tudo o que veio depois.
Mas eu não me arrependo!
Isso.
Absolutamente, sem arrependimentos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

sobre nós dois, neste instante

ue eu

oreuq quero

mu um

odimirpmoc comprimido

arp pra

rarap parar

de de

d d

o o

e e

r r
Assinale a alternativa correta.

O amor tudo:

( ) pode

( ) fode
I've got a picture in my head
In my head
It's me and you we are in bed
We are in bed

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Quando quiseres saber o verdadeiro caminho da felicidade, sim porque existe um falso caminho, segue na direção em que o teu medo aumenta."
Convidei-o para tomar um café.
- Quer um café?
Ele recusou.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

“Just when everything's in order and good, things fall apart
Just when life should be resolving I'm back at the beginning,
And it comes back to the heart...
I'm not really sad... I'm not running, I'm looking...
Did I tell you I've saved all your letters and cards...
There's just nothing left for me to do here but unhook the stars ...”

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Só não gritei porque eu tive medo.
- Você disse que o amava? perguntei-lhe.
- Algumas coisas é melhor não dizer! respondeu-me olhando pela janela.

- "Algumas coisas é melhor não dizer." - repeti.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Acorde e grite comigo.
Febre! Se isto que tenho não é febre,
Não sei como é que se tem febre e sente.

Álvaro de Campos

sábado, 17 de janeiro de 2009

Esta noite, eu quero tirar a roupa pra você.

Saudade

[...]

Saudade triste do passado,
saudade gloriosa do futuro,
saudade de todos os presentes
vividos fora de mim!...

Pressa!...
Ânsia voraz de me fazer em muitos,
fome angustiosa da fusão de tudo,
sede da volta final
da grande experiência:
uma só alma em um só corpo,
uma só alma-corpo,
um só,
um!...

Como quem fecha numa gota
o Oceano,
afogado no fundo de si mesmo...

Guimarães Rosa

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Quando eu acho que já fui longe demais, vejo que sempre existe mais a percorrer.
Eu posso ir mais longe.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Não tenho desejos nem ambições
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho

A. C.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Queria saber as palavras certas pra dizer tudo o que se passa aqui dentro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Epígrafe

Sou bem-nascido. Menino,
Fui, como os demais, feliz.
Depois, veio o mau destino
E fez de mim o que quis.

Veio o mau gênio da vida,
Rompeu em meu coração,
Levou tudo de vencida,
Rugiu como um furacão,

Turbou, partiu, abateu,
Queimou sem razão nem dó -
Ah, que dor!
Magoado e só,
- Só - meu coração ardeu:

Ardeu em gritos dementes
Na sua paixão sombria...
E dessas horas ardentes
Ficou esta cinza fria.

- Esta pouca cinza fria.

Manuel Bandeira
"Nascer estragou-me a saúde."

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eu não sabia como continuar. Então, resolvi começar tudo de novo.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Serpente
veneno
um bote, apenas.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Estou cansado de sentimentos ambivalentes.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

No fim

Estou perdendo o controle.
Estou perdendo a razão.

Tenho medo de fechar os olhos,
de lembrar o quanto de você está mim.

Violentamente só e fragmentado.
Horas desperdiçadas, a fio.

Estou no chão.
No fim.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

I miss you when you're gone...
...via.
Não com os olhos,
mas com as vísceras dilatadas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Banquete:

Sobre a mesa, um vômito negro em sua homenagem.
No cristal barato, apenas uma dose de bílis para brindar.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

De repente, uma água suja jorra de mim como esgoto.
“Qué ganas de llorar en esta tarde gris...”

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

If you think you're hearing something
And you can't think what it is
If you feel a quiet longing
Lift your heart into the wind
There you'll find my kindred spirit
There you'll meet me as a friend
It is just a kindred feeling
And a song to let you in…


C. L.


Patê,

saudade

de

você.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Vem me faz rodopiar embriagado de vertigem
Vem que a dor que a tua mão me causa é uma bênção
Vem me libertar da minha própria tirania
Vem que eu te imploro esse alento

Vai que a flor escura desse amor nasce do medo
Foge pra eu te buscar, me oferece resistência
Quero ver minha loucura faiscando no teu olho
[...]

Vanessa Bumagny

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Se você me olhar neste exato momento,
não será capaz de me ver.

terça-feira, 11 de novembro de 2008



Segure minha mão e fique pronto pra pular.
Nem tudo o que eu digo é verdade.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Eu acho que sou um baú. Ou, então, uma gaveta cheia de retalhos que a gente vasculha, vasculha.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

De vez em quando,
há um rio em mim.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Eu tirei todos os quadros das paredes. É incrível, mas parece que tudo ficou ainda mais cheio. Cheio de espaços vazios. Coloquei os quadros de volta e os espaços continuaram vazios. Vai ver não são as paredes que precisam ser preenchidas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Há um muro ao meu redor e que ninguém consegue ver.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Por algum momento

Sua ausência me enfraquece,
me derruba.
Fecho os olhos, aspiro o ar;
escapo à realidade.
Agarrado à cruz em busca de redenção:
desespero que se assoma.

Exilado num leito frio,
pulsos cortados, alfinetes na garganta,
sombras que tento tocar
e um espelho que nada reflete.
Busco novamente, mas...
Não, você não está aqui.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008



"Puedo escribir los versos más tristes esta noche"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Constantemente eu vou até a janela do quarto, abro o vidro e ponho a cabeça e os braços pra fora. E fico ali, de olhos fechados, me imaginando caindo, caindo, caindo... Até encontrar o chão.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Às vezes você é tão cruel comigo que eu tenho vontade de te beijar.


“Na minha vida, é tudo espera. Ou saudade.”

Vulnerável

Cortinas fechadas, um toque.
Simples desejo que cresce,
corrói, consome.
Nada mais faz sentido.
Caçador se torna caça.
Doses de veneno
para uma morte suave.
Libido sobre a pele,
ardor que apraz.
Claridade ausente,
entrego-me total.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Se começar a doer muito, ainda assim eu não vou gritar.


“Just one kiss on my lips
Was all it took to seal the future
Just one look from your eyes
Was like a certain kind of torture”

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Quando eu me olho no espelho
tenho vontade de me arranhar
arranhar
arranhar
arranhar
arranhar
até vomitar

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

“Uma das formas mais enfadonhas de morrer é pelo estômago. Dizer isso é engraçado de certa forma, porque sempre ouvi que um homem se prende pelo estômago. Quando o mal começa pela cabeça ou pelos pulmões logo ataca as demais funções do corpo. Com o estômago é diferente. O enfermo permanece em diarréia constante. Conheci pessoas que ficaram até um ano neste estado.”

Mario Bellatin
“Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto

E hoje, quando me sinto,

É com saudades de mim.”

Mário de Sá Carneiro

Pela metade

Tantos desejos confessos em castidade
e nos portamos como estátuas, anônimos.

Se vai e meu mundo treme.
Fico pela metade, ausente em mim mesmo.

Em espaços vazios, com vontade de me cortar,
de me machucar – simples disfarces em idéias suicidas.

Vivo e não-vivo; morto e não-morto.
Pó de pó.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Só hoje, eu já levei quatro tiros.

“De tanto não poder dizer,
meus olhos deram de falar. Só falta você ouvir.”

Con mis manos

“Cuando estás
Ya no están los demás
Cuando te vas
Tengo ganas de llorar
Perdido en el sillón de mi cuarto pienso en ti con mis manos
¿Qué hacer?
No tengo ganas de salir
¿Por qué?
Siempre tienes que huir
Perdido en el sillón de mi cuarto pienso en ti con mis manos
Una y otra vez dulce barbaridad

No pienso llorar
De eso ya me cansé
Hoy voy a chillar
Voy a andar con mis pies

Otra vez
E echo comida para dos
Otra vez
me ha parecido oír tu voz
Otra vez
Empiezo a deslizarme en el sillón para la imaginación
Te pienso
Rodeándome te siento”

Bebe
Às vezes,

tudo o que eu sinto

é febre.

“E qual era, afinal a forma e a máscara que usava o amor vedado e oprimido em sua reaparição? (...) Sob a forma de doença. O sintoma da doença nada mais é do que a manifestação disfarçada da potência do amor; e toda doença é apenas amor transformado.”

Thomas Mann


Tire minha roupa

e rasgue a minha pele.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

¿Qué es poesía?

¿Qué es poesía? - dices mientras clavas
en mi pupila tu pupila azul.
¿Qué es poesía? ¿Y tú me lo preguntas?
Poesía... eres tú.

Gustavo Adolfo Bécquer

sexta-feira, 3 de outubro de 2008


Que tal baixarmos a guarda?
Que tal, por um instante, não nos machucarmos mais?

Aprendizado

"Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.

Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão

que a vida só consome
o que a alimenta."

Ferreira Gullar